JERUSALÉM - Um comitê do Ministério de Assuntos Sociais israelense estuda a possibilidade de reformar a lei para estender a adoção a casais do mesmo sexo, informou à Efe seu porta-voz, Nachum Ido.
A lei israelense só permite a adoção a casais heterossexuais, mas a Corte Suprema permitiu recentemente que várias lésbicas pudessem cuidar de crianças maiores de dois anos. Estes casais de mulheres receberam crianças rechaçadas por muitos candidatos para adoção, porque seus pais tinham um passado conflituoso ou porque não eram recém-nascidos, explicou Ido.
- Nossa experiência do acompanhamento destes casais de lésbicas em sua adoção é que foram muito boas mães - assegurou o porta-voz do Ministério liderado pelo trabalhista Issac Herzog. O comitê, formado há dois anos, mas que ficou paralisado após a renúncia de seu presidente anterior, começará a analisar nas próximas semanas a possibilidade de reformar a lei ou que a Corte Suprema aprove a adoção a casais do mesmo sexo, que por enquanto limitou a lésbicas e para crianças maiores de dois anos.
Ido precisou neste sentido que outro comitê no Ministério da Justiça estuda as implicações legais de uma eventual reforma. Embora faça parte dos trabalhos do comitê de seu Ministério, o porta-voz considerou mais complicado o caso dos homens, porque apenas um casal do sexo masculino procurou a adoção.
Reportagem por Agência EFE
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Israel quer permitir adoção por homossexuais - por Agência EFE
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Entrevista com Wayne Grudem - Vida Nova
Teologia Brasileira: Há mais de 10 anos sua Teologia Sistemática foi publicada aqui no Brasil e passou a ser adotada por diversos seminários como o principal texto da área. Atualmente, como um dos mais importantes livros de teologia sistemática, a popularidade que ele alcançou demonstra ampla aceitação de suas ideias. A que atribui tamanha aceitação de sua obra no Brasil?
Grudem: Antes de qualquer coisa, vejo isso tudo como o favor e a bênção do Senhor sobre o ensino de sua Palavra. Meu livro, Teologia Sistemática, tem forte fundamento nas próprias palavras da Bíblia. Portanto, quando alguém o lê, encontra muitos versículos bíblicos que citei ao longo do livro. Creio que o fato de ter incluído a própria Palavra de Deus confere à didática do livro muito mais poder e eficácia para tocar o coração e a mente das pessoas.
Um segundo motivo é por eu ter escrito o livro de maneira que pudesse ser entendido por cristãos comuns, não apenas por acadêmicos em seminários e universidades, pessoas que possuem instrução mais avançada. Tentei empregar uma linguagem acessível por todo o livro e, nas situações em que utilizei termos teológicos especializados, sempre busquei antes explicá-los ao leitor.
O terceiro motivo é por eu ter tentado escrever o livro de modo a incluir aplicações práticas para a vida cotidiana. Assim, espero que a fé das pessoas, sua vida de oração, obediência e amor a Deus sejam aprofundadas pela leitura dessa obra.
Teologia Brasileira: Qual é sua avaliação a respeito da contribuição latino-americana à teologia nos últimos vinte anos?
Grudem: Creio que os cristãos no restante do mundo têm sido encorajados e desafiados pela grande fé demonstrada entre os cristãos da América Latina. Acredito também que os cristãos de outras partes do mundo têm sido desafiados pelo notável crescimento da igreja latino-americana, algo que reflete seu profundo amor pelos incrédulos e sua confiança no poder de Deus. Igrejas em diversas regiões da América Latina têm crescido em uma proporção que ultrapassa de longe qualquer fenômeno que esteja ocorrendo na América do Norte ou na Europa.
Creio que a igreja na América Latina tem também servido de estímulo para que outros cristãos ao redor do mundo dediquem mais atenção à tentativa de encontrar soluções de longo prazo às necessidades dos pobres, algo em que estou começando a empenhar-me.
Sinto dizer que não sei ler português nem espanhol; por isso, não posso ler a literatura acadêmica teológica produzida nessas duas línguas.
Teologia Brasileira: O Brasil está sendo cada vez mais exposto ao movimento da igreja emergente.1 Qual é sua opinião sobre este fenômeno? Quais pontos positivos e negativos enxerga nessa nova forma eclesiástica?
Grudem: Sempre aprecio quando igrejas descobrem uma nova ênfase que possa ser atribuída à celebração no culto e ao uso mais difundido da arte no trabalho da igreja. Também tenho apreço por qualquer tentativa de compreender como podemos alcançar com o Evangelho a geração atual de jovens não crentes. Vários segmentos do movimento de igrejas “emergentes” e “em emergência” têm desafiado a igreja dessa maneira.
Todavia, fico profundamente preocupado com a perda de entendimento doutrinário, bem como com a postura de minimizar a importância da doutrina e da fidelidade à Palavra de Deus. Essa é a essência da minha Teologia Sistemática – compreender e, então, permanecer fiel aos ensinamentos da Palavra de Deus.
Se você ler os livros de 1 e 2Timóteo e Tito, por exemplo, ou 2Pedro e Judas, perceberá rapidamente que os autores do Novo Testamento preocupam-se profundamente com o risco de que suas jovens igrejas se desviem, aceitando e tolerando falsos ensinamentos, que afastarão as pessoas de Deus e da fidelidade a ele. Em último caso, se uma igreja se desviar muito em sua compreensão doutrinária e permitir que falsos mestres tomem conta de seus púlpitos, o favor e a bênção de Deus serão retirados dessa igreja.
Às vezes, fazemos uma distinção entre as igrejas “emergentes” [emergent churches], que se tornaram bem mais liberais em sua doutrina, e as igrejas “em emergência” [emerging churches], que às vezes são muito mais conservadoras e fiéis à Palavra de Deus (embora aqui também encontremos variações).
O ponto principal é preservar a importância de sermos fiéis a toda a Palavra de Deus, em especial no que diz respeito às pessoas autorizadas a ensinar nas igrejas e escrever para editoras cristãs.
Teologia Brasileira: As ideias propostas pelo “teísmo aberto” têm suscitado diversos debates aqui no Brasil. Alguns teólogos de igrejas tradicionais e pentecostais têm sido favoráveis à adoção desse movimento teológico. Essa tendência é alimentada por tragédias no cenário internacional, tal como o aumento do terrorismo, as recentes tsunamis e o acidente da Air France. Como o senhor enxerga o “teísmo aberto”? Esta teologia poderia de algum modo ser útil para as igrejas ou seria ela apenas mais uma teologia que precisa ser enfrentada e refutada?
Grudem: Creio que o “teísmo aberto” é um ensino muito perigoso. Existem mais de 2 mil passagens na Bíblia mostrando que Deus conhece o que os seres humanos farão no futuro [Uma lista de 2.353 profecias desse tipo foi compilada por Steven C. Roy, que a menciona em seu livro How Much Does God Foreknow? (Downers Grove: IVP, 2006). Essa lista está disponível para download em http://www.ivpress.com/title/exc/2759-lists.pdf]. O “teísmo aberto” contradiz a força que todos esses versículos possuem. Nega ainda a doutrina da onisciência divina, a ideia de que Deus conhece todas as coisas que aconteceram e acontecerão, e até mesmo todas as coisas que poderiam ter acontecido, mas não aconteceram!
Os defensores do “teísmo aberto” são obrigados a redefinir “onisciência” de maneira especial, de modo que signifique apenas que Deus conhece tudo o que é possível conhecer; logo em seguida, dizem que não é possível conhecer o futuro. Ao fazerem isso, eles impõem seu limitado conhecimento humano acerca do que é “possível” conhecer ao infinito caráter de Deus, o que é um erro. Além disso, retiram a força de um número avassalador de versículos bíblicos.
O problema de negar que Deus conhece nossas escolhas futuras é que essa atitude reduz drasticamente nossa capacidade de confiar em Deus. Como saberemos se o direcionamento que Deus nos dá é sábio, quando Ele mesmo pode não saber quais eventos futuros nos sobrevirão? Como poderemos confiar que ele nos conduzirá para um futuro que Ele próprio nem conhece?
Em Isaías 45.21 e Isaías 46.9,10, Deus se diferencia dos falsos deuses das religiões pagãs, dizendo ser o único que consegue saber o futuro. É assim que Ele mostra ser o único Deus verdadeiro. E é por isso que suas profecias sempre se cumprem. Os teístas abertos são obrigados a transformar as profecias de Deus em meros palpites sobre o que está para acontecer ou, então, em exceções ao ensinamento deles. Porém, não é essa visão de Deus que a Bíblia ensina.
Um livro recente muito útil sobre esse assunto é God’s Lesser Glory: the diminished God of Open Theism (Crossway, 2000), de Bruce Ware.2 Ver também um estudo bem minucioso feito por Steven C. Roy, How Much Does God Foreknow? (IVP, 2006).
Teologia Brasileira: Uma das maiores queixas contra a teologia sistemática é o fato de ela ser apenas de uma reflexão teórica sem nenhum atrativo prático para a aplicação no dia a dia. Qual é sua reação a esse tipo de comentário? Como a teologia sistemática contribui para a vida diária dos cristãos contemporâneos?
Grudem: Conforme expliquei acima, acredito que um dos motivos que levaram os cristãos a reagirem tão positivamente à minha Teologia Sistemática foi o fato de ela conter, no final de cada capítulo, questões para aplicação prática.
Certa vez, eu estava pensando sobre os livros mais densos do Novo Testamento, doutrinariamente falando, tal como Romanos, Efésios e Hebreus. Será que existe alguma aplicação prática nesses livros? É claro que sim! Neles existe muita aplicação! Depois, pensei comigo mesmo: se o Novo Testamento nunca ensina teologia sem aplicação, por que nós deveríamos ensinar? Será que não devemos também incluir aplicação para a vida, sempre que ensinarmos teologia sistemática? Foi isso que me levou a incluir na Teologia Sistemática essa ênfase na aplicação prática.
Teologia Brasileira: Qual é sua opinião sobre as propostas apologéticas usadas por evidencialistas e pressuposicionalistas quanto às “evidências a favor da existência” de Deus?
Grudem: Se eu tivesse de escolher um dos lados do debate, ficaria do lado dos pressuposicionalistas. Eles nos recordam que, ao falarmos com um não crente, todos os fatos do universo são, em última análise, compreendidos de maneiras diferentes pelo não crente e por nós, cristãos. Isso acontece porque colocamos todos os fatos no contexto do propósito geral de Deus e de seu controle total do universo. Cada fato tem uma função, seja para levar adiante o reino de Deus e aumentar sua glória, seja para outros propósitos que não implicam glória a Deus. Portanto, pensando dessa maneira, creio que devemos lembrar-nos de que não existem fatos “neutros”, quando conversamos com descrentes. Eles enxergam cada fato no contexto de sua cosmovisão, que é contrária à cosmovisão bíblica.
Por outro lado, sou a favor de todos os tipos de evidências e argumentos, desde que ajudem a levar não crentes mais perto de depositar sua confiança em Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Recordo-me de uma vez em que estava conversando com uma mulher sentada ao meu lado no avião, que se dizia ateia. Falava-lhe sobre minha crença em Deus e confiança em Jesus Cristo, mas ela era uma ateia convicta. Então, quando o avião aterrissou, recebi uma mensagem de texto no meu celular e a li. A mulher fez algum comentário sobre as maravilhas da tecnologia da telefonia celular e eu respondi: “Sim, mas você sabia que ninguém criou este celular? Ele surgiu por acaso, a partir de vários materiais da terra!”.
Ela riu, mas entendeu a que ponto eu queria chegar com meu comentário. Ela pensava que todas os seres vivos do universo surgiram simplesmente por acaso, mas não conseguiria crer na mesma visão em relação a um simples telefone celular. Sendo assim, sou a favor do emprego de evidências, onde quer que possam ser usadas, mas sempre lembrando que os não crentes abordam cada fato a partir de pressupostos diferentes dos nossos.
______________________________________________________________
1 Para um estudo mais aprofundado do movimento da igreja emergente, recomendamos a leitura da obra: CARSON D. A. Igreja Emergente. O movimento e suas implicações. São Paulo: Edições Vida Nova, 2010. [N. do T.]
2 Recomendamos ainda, do mesmo autor, o livro Ware. A. B. Teísmo aberto: a teologia de um Deus limitado. São Paulo: Edições Vida Nova, 2010. [N. do T.]
Grudem: Antes de qualquer coisa, vejo isso tudo como o favor e a bênção do Senhor sobre o ensino de sua Palavra. Meu livro, Teologia Sistemática, tem forte fundamento nas próprias palavras da Bíblia. Portanto, quando alguém o lê, encontra muitos versículos bíblicos que citei ao longo do livro. Creio que o fato de ter incluído a própria Palavra de Deus confere à didática do livro muito mais poder e eficácia para tocar o coração e a mente das pessoas.
Um segundo motivo é por eu ter escrito o livro de maneira que pudesse ser entendido por cristãos comuns, não apenas por acadêmicos em seminários e universidades, pessoas que possuem instrução mais avançada. Tentei empregar uma linguagem acessível por todo o livro e, nas situações em que utilizei termos teológicos especializados, sempre busquei antes explicá-los ao leitor.
O terceiro motivo é por eu ter tentado escrever o livro de modo a incluir aplicações práticas para a vida cotidiana. Assim, espero que a fé das pessoas, sua vida de oração, obediência e amor a Deus sejam aprofundadas pela leitura dessa obra.
Teologia Brasileira: Qual é sua avaliação a respeito da contribuição latino-americana à teologia nos últimos vinte anos?
Grudem: Creio que os cristãos no restante do mundo têm sido encorajados e desafiados pela grande fé demonstrada entre os cristãos da América Latina. Acredito também que os cristãos de outras partes do mundo têm sido desafiados pelo notável crescimento da igreja latino-americana, algo que reflete seu profundo amor pelos incrédulos e sua confiança no poder de Deus. Igrejas em diversas regiões da América Latina têm crescido em uma proporção que ultrapassa de longe qualquer fenômeno que esteja ocorrendo na América do Norte ou na Europa.
Creio que a igreja na América Latina tem também servido de estímulo para que outros cristãos ao redor do mundo dediquem mais atenção à tentativa de encontrar soluções de longo prazo às necessidades dos pobres, algo em que estou começando a empenhar-me.
Sinto dizer que não sei ler português nem espanhol; por isso, não posso ler a literatura acadêmica teológica produzida nessas duas línguas.
Teologia Brasileira: O Brasil está sendo cada vez mais exposto ao movimento da igreja emergente.1 Qual é sua opinião sobre este fenômeno? Quais pontos positivos e negativos enxerga nessa nova forma eclesiástica?
Grudem: Sempre aprecio quando igrejas descobrem uma nova ênfase que possa ser atribuída à celebração no culto e ao uso mais difundido da arte no trabalho da igreja. Também tenho apreço por qualquer tentativa de compreender como podemos alcançar com o Evangelho a geração atual de jovens não crentes. Vários segmentos do movimento de igrejas “emergentes” e “em emergência” têm desafiado a igreja dessa maneira.
Todavia, fico profundamente preocupado com a perda de entendimento doutrinário, bem como com a postura de minimizar a importância da doutrina e da fidelidade à Palavra de Deus. Essa é a essência da minha Teologia Sistemática – compreender e, então, permanecer fiel aos ensinamentos da Palavra de Deus.
Se você ler os livros de 1 e 2Timóteo e Tito, por exemplo, ou 2Pedro e Judas, perceberá rapidamente que os autores do Novo Testamento preocupam-se profundamente com o risco de que suas jovens igrejas se desviem, aceitando e tolerando falsos ensinamentos, que afastarão as pessoas de Deus e da fidelidade a ele. Em último caso, se uma igreja se desviar muito em sua compreensão doutrinária e permitir que falsos mestres tomem conta de seus púlpitos, o favor e a bênção de Deus serão retirados dessa igreja.
Às vezes, fazemos uma distinção entre as igrejas “emergentes” [emergent churches], que se tornaram bem mais liberais em sua doutrina, e as igrejas “em emergência” [emerging churches], que às vezes são muito mais conservadoras e fiéis à Palavra de Deus (embora aqui também encontremos variações).
O ponto principal é preservar a importância de sermos fiéis a toda a Palavra de Deus, em especial no que diz respeito às pessoas autorizadas a ensinar nas igrejas e escrever para editoras cristãs.
Teologia Brasileira: As ideias propostas pelo “teísmo aberto” têm suscitado diversos debates aqui no Brasil. Alguns teólogos de igrejas tradicionais e pentecostais têm sido favoráveis à adoção desse movimento teológico. Essa tendência é alimentada por tragédias no cenário internacional, tal como o aumento do terrorismo, as recentes tsunamis e o acidente da Air France. Como o senhor enxerga o “teísmo aberto”? Esta teologia poderia de algum modo ser útil para as igrejas ou seria ela apenas mais uma teologia que precisa ser enfrentada e refutada?
Grudem: Creio que o “teísmo aberto” é um ensino muito perigoso. Existem mais de 2 mil passagens na Bíblia mostrando que Deus conhece o que os seres humanos farão no futuro [Uma lista de 2.353 profecias desse tipo foi compilada por Steven C. Roy, que a menciona em seu livro How Much Does God Foreknow? (Downers Grove: IVP, 2006). Essa lista está disponível para download em http://www.ivpress.com/title/exc/2759-lists.pdf]. O “teísmo aberto” contradiz a força que todos esses versículos possuem. Nega ainda a doutrina da onisciência divina, a ideia de que Deus conhece todas as coisas que aconteceram e acontecerão, e até mesmo todas as coisas que poderiam ter acontecido, mas não aconteceram!
Os defensores do “teísmo aberto” são obrigados a redefinir “onisciência” de maneira especial, de modo que signifique apenas que Deus conhece tudo o que é possível conhecer; logo em seguida, dizem que não é possível conhecer o futuro. Ao fazerem isso, eles impõem seu limitado conhecimento humano acerca do que é “possível” conhecer ao infinito caráter de Deus, o que é um erro. Além disso, retiram a força de um número avassalador de versículos bíblicos.
O problema de negar que Deus conhece nossas escolhas futuras é que essa atitude reduz drasticamente nossa capacidade de confiar em Deus. Como saberemos se o direcionamento que Deus nos dá é sábio, quando Ele mesmo pode não saber quais eventos futuros nos sobrevirão? Como poderemos confiar que ele nos conduzirá para um futuro que Ele próprio nem conhece?
Em Isaías 45.21 e Isaías 46.9,10, Deus se diferencia dos falsos deuses das religiões pagãs, dizendo ser o único que consegue saber o futuro. É assim que Ele mostra ser o único Deus verdadeiro. E é por isso que suas profecias sempre se cumprem. Os teístas abertos são obrigados a transformar as profecias de Deus em meros palpites sobre o que está para acontecer ou, então, em exceções ao ensinamento deles. Porém, não é essa visão de Deus que a Bíblia ensina.
Um livro recente muito útil sobre esse assunto é God’s Lesser Glory: the diminished God of Open Theism (Crossway, 2000), de Bruce Ware.2 Ver também um estudo bem minucioso feito por Steven C. Roy, How Much Does God Foreknow? (IVP, 2006).
Teologia Brasileira: Uma das maiores queixas contra a teologia sistemática é o fato de ela ser apenas de uma reflexão teórica sem nenhum atrativo prático para a aplicação no dia a dia. Qual é sua reação a esse tipo de comentário? Como a teologia sistemática contribui para a vida diária dos cristãos contemporâneos?
Grudem: Conforme expliquei acima, acredito que um dos motivos que levaram os cristãos a reagirem tão positivamente à minha Teologia Sistemática foi o fato de ela conter, no final de cada capítulo, questões para aplicação prática.
Certa vez, eu estava pensando sobre os livros mais densos do Novo Testamento, doutrinariamente falando, tal como Romanos, Efésios e Hebreus. Será que existe alguma aplicação prática nesses livros? É claro que sim! Neles existe muita aplicação! Depois, pensei comigo mesmo: se o Novo Testamento nunca ensina teologia sem aplicação, por que nós deveríamos ensinar? Será que não devemos também incluir aplicação para a vida, sempre que ensinarmos teologia sistemática? Foi isso que me levou a incluir na Teologia Sistemática essa ênfase na aplicação prática.
Teologia Brasileira: Qual é sua opinião sobre as propostas apologéticas usadas por evidencialistas e pressuposicionalistas quanto às “evidências a favor da existência” de Deus?
Grudem: Se eu tivesse de escolher um dos lados do debate, ficaria do lado dos pressuposicionalistas. Eles nos recordam que, ao falarmos com um não crente, todos os fatos do universo são, em última análise, compreendidos de maneiras diferentes pelo não crente e por nós, cristãos. Isso acontece porque colocamos todos os fatos no contexto do propósito geral de Deus e de seu controle total do universo. Cada fato tem uma função, seja para levar adiante o reino de Deus e aumentar sua glória, seja para outros propósitos que não implicam glória a Deus. Portanto, pensando dessa maneira, creio que devemos lembrar-nos de que não existem fatos “neutros”, quando conversamos com descrentes. Eles enxergam cada fato no contexto de sua cosmovisão, que é contrária à cosmovisão bíblica.
Por outro lado, sou a favor de todos os tipos de evidências e argumentos, desde que ajudem a levar não crentes mais perto de depositar sua confiança em Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Recordo-me de uma vez em que estava conversando com uma mulher sentada ao meu lado no avião, que se dizia ateia. Falava-lhe sobre minha crença em Deus e confiança em Jesus Cristo, mas ela era uma ateia convicta. Então, quando o avião aterrissou, recebi uma mensagem de texto no meu celular e a li. A mulher fez algum comentário sobre as maravilhas da tecnologia da telefonia celular e eu respondi: “Sim, mas você sabia que ninguém criou este celular? Ele surgiu por acaso, a partir de vários materiais da terra!”.
Ela riu, mas entendeu a que ponto eu queria chegar com meu comentário. Ela pensava que todas os seres vivos do universo surgiram simplesmente por acaso, mas não conseguiria crer na mesma visão em relação a um simples telefone celular. Sendo assim, sou a favor do emprego de evidências, onde quer que possam ser usadas, mas sempre lembrando que os não crentes abordam cada fato a partir de pressupostos diferentes dos nossos.
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1 Para um estudo mais aprofundado do movimento da igreja emergente, recomendamos a leitura da obra: CARSON D. A. Igreja Emergente. O movimento e suas implicações. São Paulo: Edições Vida Nova, 2010. [N. do T.]
2 Recomendamos ainda, do mesmo autor, o livro Ware. A. B. Teísmo aberto: a teologia de um Deus limitado. São Paulo: Edições Vida Nova, 2010. [N. do T.]
sábado, 18 de setembro de 2010
POLÊMICA - Líderes religiosos criticam "Dia do evangélico"
Líderes evangélicos se mostraram surpresos ontem ao saber que a lei 12.328 — que institui o dia 30 de novembro como Dia do Evangélico — foi sancionada quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O decreto foi publicado ontem no Diário Oficial da União. O projeto é do deputado do Partido Republicano Brasileiro (PRB-MA), Cléber Verde.
“É uma iniciativa simpática, mas, todavia, a República nasceu laica e precisa continuar laico. Defendo a separação entre Igreja e Estado para que haja democracia. O presidente precisa despertar para esse aspecto da Constituição” explica o presidente da Catedral Presbiteriana do Rio e da Academia Evangélica de Letras do Brasil, Reverendo Guilhermino Cunha.
O diretor-geral da Convenção Batista Carioca, Pastor Walmir Vieira, concorda:
“Não há necessidade disso. O dia do evangélico é todo dia, quando damos testemunho de uma vida cristã e bonita. Se existe um dia do evangélico, será preciso haver um para os católicos, para os espíritas”.
Teólogo e professor de Filosofia, o pastor Alexandre Marques também destaca a importância de não privilegiar nenhuma religião:
“Será preciso haver um dia para as tradições orientais e africanas, que foram demonizadas e atacadas”.
Fonte: Site Creio/ Extra Online
“É uma iniciativa simpática, mas, todavia, a República nasceu laica e precisa continuar laico. Defendo a separação entre Igreja e Estado para que haja democracia. O presidente precisa despertar para esse aspecto da Constituição” explica o presidente da Catedral Presbiteriana do Rio e da Academia Evangélica de Letras do Brasil, Reverendo Guilhermino Cunha.
O diretor-geral da Convenção Batista Carioca, Pastor Walmir Vieira, concorda:
“Não há necessidade disso. O dia do evangélico é todo dia, quando damos testemunho de uma vida cristã e bonita. Se existe um dia do evangélico, será preciso haver um para os católicos, para os espíritas”.
Teólogo e professor de Filosofia, o pastor Alexandre Marques também destaca a importância de não privilegiar nenhuma religião:
“Será preciso haver um dia para as tradições orientais e africanas, que foram demonizadas e atacadas”.
Fonte: Site Creio/ Extra Online
sábado, 11 de setembro de 2010
A CRIANÇA E A IGREJA - Por Alexandre Farias
Quem já não escutou, as seguintes frases sobre a criança nas igrejas: “AS crianças são o futuro da igreja”, “Um dia estas crianças vão estar em nosso lugar”, “Diácono, por favor, pegue esta criança no corredor da igreja, ela está atrapalhando o bom andamento do culto” , “ Vamos ter uma programação para a família, mas os filhos não podem participar. Deixem os filhos com a avó” .
Muitas igrejas (estou me referindo as igrejas que tem condições) nem se preocupam em colocar as crianças em um lugar digno, mas qualquer lugar serve, num cantinho, aquela sala que ninguém usa.
Mas será que levariam os empresários da igreja para mesma sala que os pequeninos usam para uma reunião?
Algumas destas frases poderiam ser engraçadas se não expressassem como a igreja tem tratado os nossos pequeninos.
Eu quero levar você a refletir sobre o relacionamento da criança e a igreja. Como Jesus se relacionou com os pequeninos e de que forma a igreja vê as crianças.
Igrejas que não incluem as crianças em suas programações
Jesus nunca pediu para que as crianças fossem retiradas de suas mensagens, pelo contrário, quando algumas foram levadas ao mestre para que ele as tocasse, foram os discípulos que dificultaram o contato entre Jesus e elas.
Uma brincadeirinha: Foi aqui que nasceram os primeiros diáconos, não que todos sejam desta forma, mas muitos agem assim mesmo.
Voltando....
Jesus vendo a atitude dos discípulos repreendeu-os, ficou indignado, pediu para que eles deixassem as crianças ter livre acesso dizendo: “Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus. (Marcos 10 v.13).”.
O mestre sabia que impedir as crianças de ter acesso a Ele, era a mesma coisa que dizer que elas não são importantes para o Reino de Deus. Imagine você, ser o membro de uma igreja e não poder conversar com o seu pastor! Ser barrado pelos seguranças do pastor! Ser proibido de chegar a Jesus!
Parece brincadeira, mas já existem pastores e apóstolos que agem desta forma.
Mas qual é a colheita destas atitudes?
A criança perde a referência dentro da Igreja, ela não ira amar aquele que a despreza.
Qual é a criança que ama alguém que a despreza?
Será que esta pergunta não deve ser feita para alguns ministérios?
Em muitas igrejas encontramos a mesma atitude que os discípulos tiveram, muitas crianças são deixadas de lado em algumas programações.
Pode parecer contraditório, mas quando existem as nomeadas “programações da família” em muitas igrejas, os pais recebem a orientação para deixar os filhos em casa, com avó, com a vizinha, com uma irmã para que a programação saia como planejada, da melhor forma possível, para que ela tenha sucesso.
E eu me pergunto:Será que estas programações são para a família? Será que a melhor programação para a família é aquela que os filhos atrapalham quando participam?
Que tipo de programação tem sucesso com a família se ela é separada antes de começar?
Os filhos fazem parte da família, são personagens principais e não coadjuvantes, são bênçãos e não maldição,devem participar das programações para que saibam que eles são importantes para o corpo de Cristo e para a família.
Não digo que elas devem fazer parte de toda programação, mas deveriam participar de algum tipo de atividade no período que os pais recebem a ministração. Muitos não participam destas programações porque não tem com quem deixar seus filhos.
Se a igreja vai fazer uma programação especifica para casais deve procurar ajuda dos professores ou do ministério infantil! Eles podem programar algum evento no mesmo horário. Não é tão difícil resolver esta questão, basta querer e ter vontade.
Para alguns líderes, a criança não nota tal diferença, mas pelo contrário, existem crianças que estão com o olho no brinquedo e o ouvido no púlpito, na hora do aviso, elas sempre estão ligadas!
Certa vez, o meu filho, Lucas tinha teve uma atitude interessante - Olha que ele estava com 7 anos...
Quando chegamos da igreja, ele foi para o seu quarto. Começou arrumar as malas, e a minha esposa perguntou o que ele estava fazendo.
A resposta veio : Estou arrumando as minhas malas porque o pastor disse que Jesus pode vir a qualquer hora e levar a gente pro céu!
Quando o pastor estava pregando, ele brincava no banco da igreja, mas com o ouvido no que o pastor dizia.
Agora, como uma criança se sente ao ser excluída de uma programação nomeada “da Família”?
Como uma criança vai ter prazer em ir a um lugar que a exclui da programação da sua própria família?
Se a igreja demonstra interesse por elas, esta atitude gera amor e um relacionamento com a igreja.
Os melhores relacionamentos são criados por aliança de amor.
O caso se agrava em alguns ministérios em que a criança é excluída explicitamente.
Existem igrejas que possuem um lugar amplo, capaz de oferecer uma estrutura compatível aos que os pequenos necessitam para aprender da palavra de Deus da melhor forma possível, mas elas não têm o objetivo de evangelizar as crianças e interesse de ter as crianças ativas no ministério.
Certa vez, perguntaram-me por que as crianças são tratadas desta forma. Não demorei a responder:: “Existem igrejas que não tem programações para as crianças por que elas não são dizimistas, empresárias e não podem participar de algumas campanhas “desafiadoras”. Eles não têm interesse de promover programações para quem não dá lucros aos caixas eclesiásticos.”
Amar os pequeninos é uma questão de viver o verdadeiro Cristianismo
Graças a Deus não são todas que desprezam as crianças, reconheço que muitas igrejas investem nos pequenos, fazem evangelização em escolas, creches e nas ruas demonstrando o verdadeiro amor que Jesus tem com os pequeninos. Preparam os seus professores investindo em cursos especializados para a evangelização infantil. Isto é Cristianismo!
Os pastores e líderes de ministério precisam entender que, quando Deus deu o seu Filho para morrer por nós, as crianças não foram retiradas do pacote. Elas fazem parte do plano de salvação.
A igreja deve entender que hoje elas são crianças, amanhã serão adolescentes e no futuro, adultos.
A criança é a igreja de “hoje e não do futuro”.
Deus abençoe
sábado, 28 de agosto de 2010
Fora Ratzinger!
A sucessão de denúncias contra abusos sexuais praticados por sacerdotes católicos pode afetar o próprio líder da Igreja Romana. A Associação de Teólogos João XXIII pediu, em manifesto, a renúncia imediata de Joseph Ratzinger, que acaba de completar cinco anos no comando da Santa Sé.
“O pontificado de Bento XVI está esgotado. O papa não tem a idade nem a mentalidade para responder adequadamente aos graves e urgentes problemas por que passa a Igreja Católica atualmente”, protesta a organização, surgida para cultivar o espírito reformista do Concílio Vaticano II, realizado nos anos 1960 sob a liderança daquele pontífice.
O manifesto foi publicado no jornal espanhol El país, dizendo ainda que a atual organização da Igreja Católica é obsoleta e corresponde mais a uma monarquia absoluta do que a um movimento fundado por Jesus. Teólogos ligados à Associação João XXIII lembram que Bento XVI teve seu nome citado em casos de acobertamento a padres pedófilos e reivindicam que os cargos do alto Clero sejam preenchidos através de processo democrático, envolvendo a “vontade de todos os fiéis”.
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Fonte : Revista Cristianismo Hoje
“O pontificado de Bento XVI está esgotado. O papa não tem a idade nem a mentalidade para responder adequadamente aos graves e urgentes problemas por que passa a Igreja Católica atualmente”, protesta a organização, surgida para cultivar o espírito reformista do Concílio Vaticano II, realizado nos anos 1960 sob a liderança daquele pontífice.
O manifesto foi publicado no jornal espanhol El país, dizendo ainda que a atual organização da Igreja Católica é obsoleta e corresponde mais a uma monarquia absoluta do que a um movimento fundado por Jesus. Teólogos ligados à Associação João XXIII lembram que Bento XVI teve seu nome citado em casos de acobertamento a padres pedófilos e reivindicam que os cargos do alto Clero sejam preenchidos através de processo democrático, envolvendo a “vontade de todos os fiéis”.
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Fonte : Revista Cristianismo Hoje
domingo, 1 de agosto de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Infância Ameaçada - Por Pr. Carlos Bezerra Jr.
“Quando o fizestes a um destes pequeninos, a mim o fizestes”, disse Jesus no relato de Mateus.Pensar que nosso Senhor sente em si a afronta, a violência, o abuso a meninos e meninas dá a medida da seriedade do assunto, e do quanto à proteção à infância interessa, e muito, a Ele. Sob esse prisma, tente sentir o que o Mestre sentiu ao ouvir relatos como o das crianças que prestaram depoimento à operação policial de Catanduva, cidade no interior do Estado de São Paulo, em agosto do ano passado. Elas contaram terem sido obrigadas a ver um homem de 46 anos dançar nu músicas da banda Calypso antes de violentá-las.
Nos últimos anos, em todo o país, surgem movimentos e ações para proteger a infância; mobilizações saudáveis, mas que talvez precisem de um pequeno ajuste de foco. “Todos contra a pedofilia” – é o que entoam alguns parlamentares como grito de guerra. No entanto, cabe a reflexão: até que ponto esse mesmo grito pode significar “todos a favor das crianças”?
Criminoso que abusou de crianças entrevistado por programas sensacionalistas, ações quase pirotécnicas, blitze para prender abusadores surgem aqui e ali na imprensa. Mas alguém já se perguntou que tipo de assistência estaria sendo oferecida às crianças vítimas? Sim, porque se, por um lado, a punição ao criminoso é necessária, por outro, o atendimento e acompanhamento dos garotos e garotas abusados é imprescindível. Mais: no afã de chamar atenção para a gravidade do problema, expõe-se crianças em depoimentos descabidos. Imagine a dor e a humilhação a que uma menina que sofreu abuso é submetida quando tem de relatar o ocorrido para um tanto de gente que ela nunca viu na vida? Ou para políticos que estão até interessados em protegê-la, mas que não tem a qualificação necessária para ouvi-la relembrar aquela violência terrível sem fazer com que ela sofra de novo a agonia que passou?
Foi pensando nisso que, no início do ano passado, quando fui escolhido por unanimidade como relator da CPI “da Pedofilia” e do Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil, propus uma mudança de foco. Sem deixar de lado a responsabilização, defini que daríamos prioridade à proteção da criança. O raciocínio é simples: de que adianta alardear ações pontuais se não há para onde encaminhar as crianças? Para que serve fazer denúncia e mais denúncia se os órgãos não conseguem atender a demanda que lhes é encaminhada? De nada, respondo. Ou alguém tem dúvida de que a criança que é retirada de um ponto de exploração sexual, por exemplo, e que não é protegida pelo poder público, volta, dias depois, para a mesma atividade?
Por isso, a CPI paulistana escolheu investigar a rede pública que presta (ou deveria prestar) assistência às vítimas, diagnosticando os seus problemas. Resultado? O relatório final que apresentei em dezembro de 2009 apontou omissão na maioria dos serviços responsáveis pela proteção à criança, detectou desinformação, falta de integração, demanda reprimida, baixa qualificação dos agentes públicos, carência de centros de referência e demora nos atendimentos. No mesmo documento, estão expostas 18 determinações para corrigir as falhas dos serviços municipais. São orientações duras, medidas a serem tomadas rapidamente. A mais rígida delas definiu que o Ministério Público firmasse Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura, para garantir que todas as indicações do relatório sejam cumpridas.
Esse novo caminho vem dando resultados concretos. Especialistas no assunto elogiaram o trabalho da CPI, disseram termos feito uma investigação inédita, de referência em todo o país. Em obediência a uma das definições do relatório, o Orçamento de São Paulo para 2010 traz uma dotação nova, uma garantia de verba carimbada (ou seja, que não pode ser transferida) exclusivamente para as políticas de prevenção ao abuso sexual, para equipar melhor a cidade, para investimento na qualificação e no atendimento psicológico das vítimas.
O trabalho na CPI rendeu muitos frutos. Ano passado, distribuí uma cartilha para pastores paulistanos orientando-os a como proteger as crianças da sua igreja, do seu bairro, a como se engajar nessa luta. Mês passado, fui a Barcelona, na Espanha, para assinar protocolo de intenções entre a capital paulista e a cidade espanhola, definindo compromissos comuns para combate ao abuso sexual infanto-juvenil. Tudo isso a partir dessa premissa, a da criança como prioridade absoluta.
No Brasil, uma criança é abusada a cada oito minutos. Imagine! Uma imagem de pornografia infantil chega a valer U$ 3 mil nas redes de pedofilia na Internet. Em 71% dos casos de abuso sexual, o abusador é da própria família. E em apenas 6% de todos os casos de violência sexual no mundo o agressor é punido... Isso sem falar nos destinos abruptamente desviados por causa do abuso, nas vidas destruídas, nas famílias desagregadas.
Os custos financeiros associados ao abuso infantil, que consideram rendas futuras perdidas - devido à dificuldade de pleno desenvolvimento das crianças vitimadas - e despesas com tratamentos de saúde mental foram estimados em US$ 94 bilhões, em estudo norte-americano.
Certamente Jesus é diariamente aviltado com tamanha violência, mas, em vez de apenas lamentar e orar pelo acontecido, deveríamos nos perguntar o que fazer para mudar essa realidade. Sim, porque o Mestre não cobrará apenas pelo que foi feito aos pequeninos, mas também pelo que deixamos de fazer. Omissão pode ser crime.
CARLOS BEZERRA JR., pastor, médico, vereador de São Paulo e líder do PSDB. Relator da CPI “da Pedofilia” e do Enfrentamento à Violência Sexual Infanto- Juvenil (2009).
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Carlos Alberto Bezerra JR,
Deu na Mídia
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Tesoureira da Universal é denunciada nos EUA

Segundo os promotores, ela teria apresentado informações falsas a bancos e ao governo americano a fim de obter mais de US$ 22 milhões (cerca de R$ 40 milhões) em empréstimos imobiliários em nome da Universal
Por Redação OGalileo
A Promotoria de Manhattan, em Nova York, ofereceu acusação formal contra Regina da Silva, de 41 anos, apontada como tesoureira da Igreja Universal do Reino de Deus.
Os crimes teriam ocorrido entre março de 2006 e outubro de 2008. Nas petições supostamente falsas, Regina indicaria que fiéis de duas igrejas - uma no bairro do Queens e outro no Brooklyn - teriam aprovado a obtenção das hipotecas junto aos bancos.
Os promotores afirmam que essas reuniões nunca ocorreram. A tesoureira vai responder por quatro crimes e, se condenada, pode pegar mais de 30 anos de prisão.
O advogados dela não foram localizados.
Com informações do Estadão /Yahoo
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Lei vai obrigar vereadores a lerem a bíblia durante as sessões
A Câmara Municipal de Ibiúna, São Paulo, aprovou, por unanimidade, uma Lei que obriga que seja lido um trecho da Bíblia Sagrada em todas as sessões legislativas. O projeto é de autoria do vereador Ismael Pereira (PRB), que é evangélico. De acordo com o autor da proposta, a Bíblia é o livro mais lido do mundo, sendo fundamental para dar orientação espiritual durante a tomada de decisões. “Passamos por um momento difícil em nossa cidade e, nós que cremos em Deus, acreditamos que o problema seja espiritual. Sendo assim, tenho fé que lendo este livro Santo, muita coisa vai melhorar em Ibiúna. Nele a gente encontra força, conforto e os caminhos para enfrentar tudo em nossa vida”, explicou Ismael.O vereador Paulinho Sasaki (PTB) ressaltou que realmente é um momento oportuno para buscarmos orientação em Deus. “A Bíblia realmente é muito importante na vida de todos nós. Parabenizo o vereador pela iniciativa. Agora vamos orar para que o nosso prefeito acorde e Ibiúna possa se desenvolver”, disparou Paulinho.
Fonte: Site Melodia
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Toca o shofar ai - Isto é apenas um comercial! Mas estou meio preocupado....
ATENÇÃO, ISSO É APENAS UM COMERCIAL JUDAICO!
Este vídeo não é incentivar o uso do Shofar, muito menos quer realçar o "poder do shofar"!
Já basta aqueles que acreditam que o Espírito Santo vem ou se manifesta após do toque do Shofar. Precisamos crescer!
Este vídeo não é incentivar o uso do Shofar, muito menos quer realçar o "poder do shofar"!
Já basta aqueles que acreditam que o Espírito Santo vem ou se manifesta após do toque do Shofar. Precisamos crescer!
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