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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Infância Ameaçada - Por Pr. Carlos Bezerra Jr.

“Quando o fizestes a um destes pequeninos, a mim o fizestes”, disse Jesus no relato de Mateus.

Pensar que nosso Senhor sente em si a afronta, a violência, o abuso a meninos e meninas dá a medida da seriedade do assunto, e do quanto à proteção à infância interessa, e muito, a Ele. Sob esse prisma, tente sentir o que o Mestre sentiu ao ouvir relatos como o das crianças que prestaram depoimento à operação policial de Catanduva, cidade no interior do Estado de São Paulo, em agosto do ano passado. Elas contaram terem sido obrigadas a ver um homem de 46 anos dançar nu músicas da banda Calypso antes de violentá-las.

Nos últimos anos, em todo o país, surgem movimentos e ações para proteger a infância; mobilizações saudáveis, mas que talvez precisem de um pequeno ajuste de foco. “Todos contra a pedofilia” – é o que entoam alguns parlamentares como grito de guerra. No entanto, cabe a reflexão: até que ponto esse mesmo grito pode significar “todos a favor das crianças”?

Criminoso que abusou de crianças entrevistado por programas sensacionalistas, ações quase pirotécnicas, blitze para prender abusadores surgem aqui e ali na imprensa. Mas alguém já se perguntou que tipo de assistência estaria sendo oferecida às crianças vítimas? Sim, porque se, por um lado, a punição ao criminoso é necessária, por outro, o atendimento e acompanhamento dos garotos e garotas abusados é imprescindível. Mais: no afã de chamar atenção para a gravidade do problema, expõe-se crianças em depoimentos descabidos. Imagine a dor e a humilhação a que uma menina que sofreu abuso é submetida quando tem de relatar o ocorrido para um tanto de gente que ela nunca viu na vida? Ou para políticos que estão até interessados em protegê-la, mas que não tem a qualificação necessária para ouvi-la relembrar aquela violência terrível sem fazer com que ela sofra de novo a agonia que passou?


Foi pensando nisso que, no início do ano passado, quando fui escolhido por unanimidade como relator da CPI “da Pedofilia” e do Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil, propus uma mudança de foco. Sem deixar de lado a responsabilização, defini que daríamos prioridade à proteção da criança. O raciocínio é simples: de que adianta alardear ações pontuais se não há para onde encaminhar as crianças? Para que serve fazer denúncia e mais denúncia se os órgãos não conseguem atender a demanda que lhes é encaminhada? De nada, respondo. Ou alguém tem dúvida de que a criança que é retirada de um ponto de exploração sexual, por exemplo, e que não é protegida pelo poder público, volta, dias depois, para a mesma atividade?

Por isso, a CPI paulistana escolheu investigar a rede pública que presta (ou deveria prestar) assistência às vítimas, diagnosticando os seus problemas. Resultado? O relatório final que apresentei em dezembro de 2009 apontou omissão na maioria dos serviços responsáveis pela proteção à criança, detectou desinformação, falta de integração, demanda reprimida, baixa qualificação dos agentes públicos, carência de centros de referência e demora nos atendimentos. No mesmo documento, estão expostas 18 determinações para corrigir as falhas dos serviços municipais. São orientações duras, medidas a serem tomadas rapidamente. A mais rígida delas definiu que o Ministério Público firmasse Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura, para garantir que todas as indicações do relatório sejam cumpridas.

Esse novo caminho vem dando resultados concretos. Especialistas no assunto elogiaram o trabalho da CPI, disseram termos feito uma investigação inédita, de referência em todo o país. Em obediência a uma das definições do relatório, o Orçamento de São Paulo para 2010 traz uma dotação nova, uma garantia de verba carimbada (ou seja, que não pode ser transferida) exclusivamente para as políticas de prevenção ao abuso sexual, para equipar melhor a cidade, para investimento na qualificação e no atendimento psicológico das vítimas.

O trabalho na CPI rendeu muitos frutos. Ano passado, distribuí uma cartilha para pastores paulistanos orientando-os a como proteger as crianças da sua igreja, do seu bairro, a como se engajar nessa luta. Mês passado, fui a Barcelona, na Espanha, para assinar protocolo de intenções entre a capital paulista e a cidade espanhola, definindo compromissos comuns para combate ao abuso sexual infanto-juvenil. Tudo isso a partir dessa premissa, a da criança como prioridade absoluta.

No Brasil, uma criança é abusada a cada oito minutos. Imagine! Uma imagem de pornografia infantil chega a valer U$ 3 mil nas redes de pedofilia na Internet. Em 71% dos casos de abuso sexual, o abusador é da própria família. E em apenas 6% de todos os casos de violência sexual no mundo o agressor é punido... Isso sem falar nos destinos abruptamente desviados por causa do abuso, nas vidas destruídas, nas famílias desagregadas.

Os custos financeiros associados ao abuso infantil, que consideram rendas futuras perdidas - devido à dificuldade de pleno desenvolvimento das crianças vitimadas - e despesas com tratamentos de saúde mental foram estimados em US$ 94 bilhões, em estudo norte-americano.

Certamente Jesus é diariamente aviltado com tamanha violência, mas, em vez de apenas lamentar e orar pelo acontecido, deveríamos nos perguntar o que fazer para mudar essa realidade. Sim, porque o Mestre não cobrará apenas pelo que foi feito aos pequeninos, mas também pelo que deixamos de fazer. Omissão pode ser crime.


CARLOS BEZERRA JR., pastor, médico, vereador de São Paulo e líder do PSDB. Relator da CPI “da Pedofilia” e do Enfrentamento à Violência Sexual Infanto- Juvenil (2009).

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Bíblia ganha versão para deficientes visuais


Sancionada em dezembro de 2003, a lei 13.696, do vereador Carlos Bezerra Jr., começou a ser posta em prática: na semana passada, pela primeira vez, um exemplar da Bíblia Sagrada em Braille foi disponibilizado em biblioteca pública no Brasil.


Em obediência a legislação do parlamentar, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, a Biblioteca Louis Braille, no Centro Cultural de São Paulo, recebeu três unidades do velho e do novo Testamentos em sistema de leitura pelo tato.“É uma vitória inédita. A Bíblia é o livro base da cultura ocidental e o acesso a seu conteúdo tem de ser universal. Agora, também os cegos poderão conhecê-la por si próprios”, afirmou Bezerra Jr.

Até o momento, três exemplares do livro estão sendo oferecidos ao público na biblioteca do Centro Cultural.“Ainda há muito a conquistar.
Pela lei, toda biblioteca pública aqui de São Paulo terá de disponibilizar as Escrituras em Braille.

Porém, não escondo a alegria que senti ao saber que, após anos de trabalho e de busca de soluções para tornar essa iniciativa possível, a Bíblia finalmente estava disponível para esta parcela dos portadores de necessidades especiais”, comemorou o vereador.

O jornal Diário de São Paulo, em matéria de domingo, 2/5, assinada pela repórter Mariana Zylberkan, deu destaque à ação. De acordo com a reportagem, até o fim do ano, outras quatro bibliotecas públicas da cidade receberão exemplares da Bíblia em Braille.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Justiça suspende cassação de Bezerra Jr. - Publicado em 22/10/2009 às 19h40 - Por Assessoria de Imprensa

A Justiça Eleitoral acatou recurso do advogado Ricardo Penteado, responsável pela defesa do vereador Carlos Bezerra Jr., e suspendeu a cassação do parlamentar, noticiada na segunda-feira (19).

Com a decisão, Bezerra, que não havia sido destituído de seu mandato, mantém plenas condições de exercer atividade parlamentar.“Desde que esse episódio começou, estive confiante e em paz. Essa é uma vitória fundamental. Até porque, conseguimos reverter a medida anterior com rapidez, evitando maiores desgastes. Essa decisão é justa e restaura a normalidade das coisas”, afirmou o vereador.

O efeito suspensivo valerá até o julgamento do caso pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo. Nesta esfera, há jurisprudência favorável ao parlamentar tucano, uma vez que casos semelhantes obtiveram liberação.

Na terça-feira (20), Bezerra Jr. divulgou nota de esclarecimento, explicando o caso AIB e disponibilizando o parecer do juiz sobre suas contas de campanha (aprovadas ainda no ano passado), números de contato telefônico para outros esclarecimentos, lista dos políticos que também receberam doação, e um canal para manifestação popular.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pr. Carlos Alberto bezerra Jr. é articulista deste blog - Sinto na obrigação de colocar uma resposta as acusações de meu mandato


Em nome da transparência


Diante das reportagens publicadas afirmando que o meu mandato foi cassado pela Justiça e em nome da transparência com a qual sempre conduzi a minha vida pública, quero informar os meus eleitores sobre a verdade dos fatos:

Eu continuo vereador de São Paulo. A decisão da Justiça Eleitoral se deu em primeira instância – ou seja, eu posso recorrer da sentença, sem deixar meu cargo, provando a verdade: que eu não tenho nada que me condene;

Eu não sou acusado de corrupção. A acusação diz respeito a minha última campanha para vereador. O Tribunal Regional Eleitoral considerou ilegal a doação feita pela Associação Imobiliária Brasileira (AIB) a minha campanha e a de outros 27 vereadores de São Paulo;

Eu não tenho nada a esconder. A AIB é uma entidade pública e as doações feitas a mim e a outros 27 vereadores foram oficiais – ou seja, constam da prestação de contas feitas por mim ao TRE, foram julgadas, e aprovadas e sempre estiveram disponíveis na Internet. Por isso, fui empossado no cargo;

Políticos famosos em nível nacional já receberam doações da AIB. Não há nenhum problema em recebê-las, desde que sejam oficiais. Não me sinto, como vereador, ligado ao setor imobiliário apenas porque recebi ajuda para fazer minha campanha de uma entidade dessa área, até porque milito em campos como o da saúde e da proteção à infância;

A sentença judicial foi vista como incorreta por diversos especialistas e contraria orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que já considerou legal esse tipo de doação;

É curioso que eu, um simples vereador, evangélico, que recebi uma ajuda pequena para campanha se comparada a de outros, tenha sido colocado na cabeça da primeira lista de cassação;

Mesmo injustiçado, sinto-me em paz e disponibilizo três números para contato telefônico com a minha equipe (3396-4542, 3396-4633 e 3396-4543) para quem quiser mais informações sobre esse caso.


CARLOS BEZERRA JR.

Vereador
Entenda o caso -
7 PERGUNTAS E RESPOSTAS
Publicado em 20/10/2009 às 14h58 - Por Assessoria de Imprensa
Entenda o que levou à sentença contrária ao vereador
1. O vereador perdeu o mandato?
Não. A decisão de cassá-lo se deu em primeira instância. Cabem ainda outras duas, sendo que a federal (TSE) já deu parecer favorável à manutenção do mandato em processos semelhantes.
2. Por que a Justiça Eleitoral aceitou cassá-lo?
Porque considerou ilegal ele aceitar doação da Associação Imobiliária Brasileira na campanha que o elegeu. A promotoria que o acusa afirma que a AIB é ligada ao sindicato patronal das construtoras da cidade, e a doação de sindicatos contraria a Lei Eleitoral. No entanto, a associação nega ser ligada à entidade sindical e ainda não foi provada a ligação.
3. Por que ele aceitou a doação?
Toda campanha é financiada por doações ou por recursos próprios do vereador. Ele aceitou a ajuda porque não considerou que a mesma fosse influenciar suas decisões como vereador.
4. Somente ele aceitou a doação?
Não, no total, foram 28 canditados eleitos que aceitaram as doações.
5. Então, por que apenas ele e outros 12 foram cassados?
Primeiro porque o juiz delimitou a ilegalidade da doação em 20% do custo total da campanha. Ou seja: para uma campanha que custou R$ 500 mil, aceitar doação da AIB superior a R$ 100 mil seria ilegal na avaliação deste juiz. A medida do magistrado é sui generis. Afinal, doação ilegal é ilegal mesmo que seja de R$ 1. Com isso, alguns vereadores ficaram de fora do processo.
6. O que é a AIB?
A Associação Imobiliária Brasileira (AIB) faz doações de campanha há anos. Na seção “Painel” da Folha de S.Paulo desta terça-feira, 20/10, alguns outros políticos que já receberam dinheiro da entidade são apontados. O texto assinado pela jornalista Renata Lo Prete afirma que “em 2006, a AIB doou para deputados estaduais e federais petistas como Adriano Diogo, Rui Falcão, Paulo Teixeira, Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo”.
7. Por que a AIB doa dinheiro em campanhas?
Entidades e empresas podem ajudar nas campanhas de políticos que trazem em sua proposta idéias com as quais concordam ou as quais defendem. A prática é muito comum, e, havendo transparência na doação, o eleitor poderá conferir, depois, se as decisões do político foram favoráveis ou desfavoráveis ao setor que o ajudou a se eleger.